Ser consciente é um grande negócio!

Sim amigo, estou falando de $! Grana, money, plata… chame como quiser, mas não é porque adotamos atitudes conscientes no mundo empresarial que podemos deixar de pensar nele, afinal de contas, é ele quem proporciona que por exemplo, tenhamos acesso a um computador e a uma rede de Internet para que possamos dividir com vocês um pouco do nosso sentir através dessa mensagem que está lendo agora, não é mesmo?

Pense comigo: não há como negarmos que o mercado é regido pelos consumidores. Eles ditam o que querem comprar, o que desejam consumir e o que necessitam que as empresas ofereçam. As empresas, por sua vez, observam atentamente esse comportamento e buscam atender as demandas latentes, cada uma à sua maneira, da forma que julgam mais viável e rentável.

Desta forma, é lógico dizer que se os consumidores mudam, as empresas mudam também. E é aqui que começa o nosso turning point.

Numa pesquisa global com 28 mil consumidores, 63% dizem que só compram produtos e serviços condizentes com suas crenças, valores e ideais (GFK, 2015).

Acredite se quiser, mas apesar de todos os dispendiosos esforços de marketing e branding para “posicionar marcas” e “agregar valor”, apenas 7% dos consumidores acreditam que as marcas contribuem positivamente ou significativamente para suas vidas (HAVAS, 2015).

Sem dúvidas, o consumidor mudou. E as marcas precisam mudar também. Um comportamento consciente e humanizado, que gera real valor à vida das pessoas – isto é, tendo a geração deste valor como o mais genuíno foco do cotidiano organizacional, o que automaticamente significa que o lucro ficará em segundo plano – cria um novo tipo de relacionamento com o público. De consumidores, a empresa passa a ter verdadeiros apaixonados. E isso faz toda a diferença.

Vejamos o exemplo da Whole Foods Market, rede americana de supermercados com foco em produtos orgânicos: no ano de 1981, a cidade de Austin – Texas, sofreu a pior inundação em 70 anos. A água subiu 2,4 metros dentro da loja, deixando um prejuízo de cerca de US$ 400 mil. Na manhã seguinte, dezenas de clientes e vizinhos apareceram na loja. Munidos de baldes, esfregões e muita boa vontade, ajudaram a reerguer o espaço – é claro, até onde foi possível – demonstrando o quanto aquela empresa significava na vida deles. O amor dos clientes pela marca, obtido por conta dos benefícios reais que ela gerava a eles, foi o gatilho de toda essa transformação.

Além de criar valor social, cultural, intelectual, físico, ecológico, espiritual e emocional para os stakeholders, as organizações conscientes também têm o importante papel de obter desempenho financeiro excepcional no longo prazo. Uma amostra representativa delas, por exemplo, superou o mercado global de ações (em uma relação de 10,5:1) em um período de 15 anos, oferecendo mais de 1.600% de retorno total, enquanto a média de mercado no mesmo período foi de pouco mais de 110%.*

Os números assustam, né? Mas acredite: esse é o menor dos resultados que você vai obter ao adotar atitudes conscientes e humanizadas na sua empresa.
Até porque, o melhor é imensurável! <3

*Se quiser ir mais a fundo nesses dados, confere tudo no Livro Capitalismo Consciente, de John Mackey e Raj Sisodia. Tá tudinho lá! 😉