Crise, I S2 you.

Não, esse não é um texto sobre a crise econômica e os efeitos delas nas empresas. Aliás, pode até ser. Tudo pode ser. Depende do ponto de vista.

Mas a verdadeira intenção aqui é falar sobre as nossas crises individuais. Aquelas implosões que destroem tudo e ninguém vê. Aquelas tempestades que inundam o travesseiro.

Também não quero aqui fazer auto-ajuda e dizer que temos que aprender a lidar bem com as crises. Se é que alguém sabe fazer isso de verdade.

Eu só queria dizer mesmo é que hoje eu acredito que precisamos aprender a viver as crises. E amá-las.

Me diz aí: tem coisa melhor nessa vida do que a dádiva do aprendizado? Pois é! E esse é o melhor presente que qualquer crise nos traz.

A crise faz renascer. Mas o que a gente ainda não entendeu é que para renascer, tem que morrer primeiro.

A crise reconstrói. Após as crises, só fica o que é essencial. O supérfluo cai.
E assim nos conhecemos melhor. O sofrimento traz a visão mais verdadeira e genuína das coisas. E de nós mesmos.

Pra piorar tudo, vivemos numa sociedade de glamourização dos momentos positivos. Só se mostra o que é bom. Só é bom o que é bom. Será mesmo?

Felicidade e tristeza co-existem. Você só sabe que uma está lá naquele momento porque você conhece a outra.

Mas cá pra nós: não pensem vocês que só porque estou escrevendo isso aqui sou alguma expert na arte de viver crises. Na verdade não sou expert em nada. Sou apenas uma aprendiz. E como boa aprendiz, nada como uma crise pra aprender um pouquinho mais, né?

Escrito com amor por Maria Brasil